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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Manobra de marcha atrás ou segurar o carro na rampa sem usar os freios: dicas com vídeo e exercícios

Condutores, 

A dica hoje é sobre uma manobra que é pedida nos exames de direção de alguns estados: a marcha-atrás ou marcha a ré em subida sem usar freio de mão ou de pé (como se você fosse subir uma garagem com rampa de ré). 

Não é em todo exame de direção que essa manobra é pedida. Aqui em Blumenau (SC) até essa data o Detran não cobra esse tipo de comando do aluno na prova prática. Conheço e interajo com muitos instrutores de direção e eles sequer ensinam a marcha a ré em subida para os alunos por não ser cobrado na prova. Mas, se você está em estado que cobra esse comando na prova prática ou se quiser aprender do jeito certo, vamos às dicas.

No dia da prova prática o instrutor vai pedir que você suba a rampa de ré e segure o carro por alguns segundos sem deixar ele voltar e sem perder o controle. Detalhe: sem usar o freio de pé ou o freio de mão. Parece difícil? Mas pegando o jeito certo de executar os comandos de pedais, bastante calma e treino você consegue. 

1. Quando o examinador pedir que você coloque o carro de ré para a rampa, engate a marcha a ré e monitore pelos retrovisores de fora do carro a distância do meio-fio para que o carro não fique com as rodas tão próximas da guia; 

2. Preste atenção no alinhamento das rodas e para o lado que vira o volante para ter certeza que o carro está alinhado e reto; use os comandos de freio e embreagem pisando sempre no freio antes para fazer esse alinhamento inicial do carro se for necessário e só acelere o mínimo que for preciso;

3. Faça a meia embreagem pisando primeiro em freio e depois na embreagem para parar o carro;

4. Engate a marcha a ré; 

5. tire o pé do freio e quando o pé da embreagem voltar até mais ou menos o meio do pedal procure por aquele ponto em que o carro começa a entrar em movimento

3. na hora em que achou o ponto ideal de embreagem e o carro já começa a se movimentar para trás, pise no pedal do acelerador de leve, mas com firmeza, com controle, graduando as pisadas para que o carro tenha força suficiente para começar a subir a rampa de ré numa velocidade baixíssima, mas constante; 

4. provavelmente o examinador vai te pedir que você pare completamente o carro no meio da rampa e segure ele sem os freios por alguns segundos. 

Então vocês perceberam, condutores, que esse tipo de manobra cobrada na prova vai exigir duas coisas, dois tipos de comandos de vocês: subir o carro de ré na rampa sem deixar ele morrer e segurar o bichão no meio da rampa sem deixar ele morrer ou descer.

O segredo dessa manobra está na força que vocês vão aplicar aos pedais, pois:

1. se pisar forte demais na embreagem o carro vai descer;

2. se pisar leve demais vai perder o ponto ideal e o carro vai morrer;

3. se pisar de leve demais no acelerador o carro não vai ter força nem giro de motor para subir a rampa;

4. se pisar forte demais no acelerador periga cantar pneu e ele subir descontrolado.

Aconselho vocês a fazerem esse comando de ré na rampa treinando antes em TERRENO PLANO, sem rampa, sem ladeira, sem declive. Mas como? Simples, condutores, se o segredo dessa manobra é o modo como pisamos nos pedais temos que treinar os pedais antes. 

EXERCÍCIOS EM TERRENO PLANO USANDO A PRIMEIRA MARCHA

1. Com o carro parado, coloque a primeira marcha segurança o carro na meia embreagem (pisando no freio);

2. Traga o pedal da embreagem mais ou menos até a metade, levante o pé do freio e quando achar na embreagem o ponto em que o carro quer começar a entrar em movimento sinta que ele começa a andar sozinho para a frente pois você está em primeira marcha, ok?

3. Coloque o pé no acelerador bem de leve, mas com controle, com firmeza, sentindo o carro se movimentando bem devagarinho para a frente;

4. Nesse momento, mantendo só a aceleração constante, ou seja, aquela pisada de pedal no acelerador suficiente só para o carro não trepidar nem morrer, abaixe pouca coisa o pedal da embreagem que o carro fica PARADINHO embora você sinta o ronco fraco do motor na aceleração constante. É como se o pé do acelerador acelerasse fraquinho só para o motor encher, ou seja, ter giro, ter força, mas o pé da embreagem fica pouca coisa abaixo para impedir do carro sair;

5. Para fazer o carro andar pouca coisa de novo simplesmente solte bem devagarinho e pouca coisa o pé da embreagem que ele vai começar a andar na velocidade em função da pisada que você está dando no acelerador. Na verdade não é uma pisada, é manter o pé no acelerador o suficiente para ter controle sobre ele, só para encher o motor. 

6. repita esse exercícios em terreno plano e em primeira marcha algumas vezes: deixando o carro ir pouquinha coisa para frente e parando ele pisando pouca coisa na embreagem. Lembre-se que esse exercícios é feito com o carro quase parado bem para pegar a manha dos movimentos enquanto pisa no pedal de embreagem e do acelerador. 

Depois que você já pegou a manha de segurar o carro e de deixar ele andar ao seu comando, com total controle, vamos ao exercício de ré ainda em terreno plano.

EXERCÍCIO DA MARCHA-ATRÁS EM RÉ NO TERRENO PLANO

Esse exercício nada mais é do que a repetição dos comandos do exercício anterior, só que agora com o carro em marcha a ré.

1. Verifique sempre a posição do carro, se ele está alinhado ou não e com as rodas retas olhando pelos espelhos retrovisores de dentro e de fora;

2. se aquela meia lua que se forma na divisão do desenho do volante estiver torta é sinal que as rodas do carro estão tortas. Dica: o volante é redondo e dividido em dois, com uma metade maior que sempre fica para cima indicando que as rodas estão retas (exceto quando se dá mais de uma volta no volante) e uma outra metade dividida em dois. A meia lua maior sempre fica para cima.

3. repita os comandos do exercício anterior pisando no acelerador constante para encher o motor e fazer o carro andar pouquinha coisa para frente e pise um pouquinho mais no pedal de embreagem para parar completamente o carro.

4. quando você conseguiu obter o comando completo do carro parando e colocando ele para andar quando quiser, com completo controle, aí sim, vamos treinar na rampa.

CONTROLE DO CARRO DE FRENTE NA RAMPA E SEM FREIO

É o que chamamos de controle de embreagem, ou seja, você controla o carro na rampa de primeira marcha numa subida sem usar os freios de pé ou de mão. Mas como? Repetindo o que fizemos nos exercícios anteriores em terreno plano. 

Só que na rampa contamos com a força da gravidade que empurra o carro para baixo, o que vai requerer de nós acelerarmos com um pouco mais de firmeza, mas sem deixar o carro subir rápido. 

É como se o seu pé fosse uma extensão do acelerador e controlasse a força de pisada necessária para o carro não andar muito. Dependendo da inclinação da rampa o ponto de embreagem vai ficar mais alto, ou seja, tem que ter mais sensibilidade na pisada na embreagem. Vejam esse vídeo do instrutor Fabiano (www.euquerodirigir.com) ensinando o controle de embreagem na subida de uma rua com o carro em movimento:


Aqui tem outro vídeo do instrutor Fabiano explicando como fazer o controle de embreagem na subida:


TREINANDO O CONTROLE DE EMBREAGEM DE RÉ NA SUBIDA

Condutores, se vocês conseguiram fazer o controle de embreagem de frente numa subida ou rampa, vai ser moleza achar o ponto certo, ideal, para fazerem o controle de ré. É tudo a mesma coisa, só que de ré o carro sobe de bunda a rampa. 

1. Sempre pisar no pedal de aceleração com firmeza, lembrando que de ré a força da gravidade tende a empurrar o carro para baixo, então pise mais firme, de forma gradual e não muito forte senão o carro sobre em velocidade irregular e pode até cantar pneu;

2. Sempre que estiver subindo a rampa de ré o ponto de embreagem deve ser o mesmo, buscando ele com sensibilidade na pisada, pisando com carinho, entenderam?

3. quando o examinador pedir para parar o carro e segurá-lo na rampa de ré sem usar os freios é só manter a aceleração do pedal do acelerador e pisar um pouquinho no pedal da embreagem que ele pára completamente. 

4. Se você parou o carro e o motor está roncando por causa da pisada no pedal do acelerador, alivie pouca coisa o pé na aceleração que o motor ronda mais fraquinho, o suficiente para manter o carro seguro na rampa. 

5. No mais é isso aí: nada se consegue sem treino, então botem a preguiça prá andar, pensem positivo, concentrem-se nos treinos mantendo o foco na resposta que o carro dá quando vocês pisam nos pedais e bom controle na rampa de frente e de ré. Dúvidas ou mais esclarecimentos podem postar nos comentários. 

É claro que no dia da prova o circuito e as ruas são outros, mas esse vídeo aqui ajuda a entender o que o examinador vai pedir prá vocês no dia da prova:


Eu não consigo, não vai dar, estou com medo e vou reprovar! Então vamos bater um papo sério sobre isso!

Condutores,
vocês estão vendo essa montanha? 



As cabras montanhesas moram lá. As águias constroem os seus ninhos no mais alto despenhadeiro dessa montanha e se protegem nas fendas ficando seguras mesmo no maior temporal. 

E se eu pedisse prá vocês subirem essa montanha o que vocês me diriam? "Não posso!"... "É difícil"... "Não vai dar"... "Não vou conseguir"... Peraí, já está dizendo que não vai conseguir sem ao menos tentar? 

Já está se derrotando, se desacreditando antes do tempo? Está se abandonando e se diminuindo porquê? 

Talvez alguém olhe a foto da montanha e me diga: "estou desistindo ou não posso porque não sou uma cabra montanhesa nem nasci águia". Ok. E eu vou responder prá você: "não nascemos com rodinhas nos pés e dirigimos carros de todos os tipos e tamanhos há séculos". 

Ou talvez eu te diga também que não nascemos pássaros, mas já estivemos na lua e ficamos bandeiras lá. 

Pessoal, o que eu quero dizer prá vocês é que essa mesma resposta negativa sobre o convite de subir a montanha é aquela que se ouve diante de uma dificuldade para dirigir ou até mesmo para treinar para a prova prática do Detran.

Também quero dizer prá vocês que esse sentimento negativo é normal em alguma fase da aprendizagem da direção. Esse sentimento de derrota, de fracasso, de impotência diante do carro, mas isso não significa que você seja um fracasso ou uma derrotado, mas sim, que está tendo dificuldades que precisam e podem ser superadas com os treinos iniciando da dificuldade maior para as demais dificuldades.

Nem todo medo de dirigir é caso de psicólogo, embora muitos gostem muito de dizer isso e fazer propaganda disso porque cobram caro e enchem os bolsos de dinheiro em cima do medo dos outros, da primeira reação de insegurança ou ansiedade.

Olha, toda pessoa que dirige bem, com prática, também sente medo em algum momento, por exemplo, quando passa por um acidente de trânsito tipo baterem na traseira. É normal que a gente dirija em estado máximo de alerta ou que fiquemos desconfiados, mas isso não significa que vai acontecer o tempo todo. Primeiro, temos que fortalecer nossa imagem como motoristas, melhorar a autoestima e colocar na cabeça que se a gente treinar certinho vai conseguir sim. Pode ser que outro medo esteja mascarando o ato de dirigir quando na verdade você consegue dirigir, mas esses outros medos interferem na hora H.

Se você dirige em tempo seco e tem medo de dirigir quando chove saiba que é fazer a mesma coisa só que com mais cautela. Se você colocar na cabeça que treinando, pegando o carro e começando os treinos do zero vai conseguir, você consegue. Assim como acontece ao visualizar uma montanha grande e alta como ela é e a primeira reação é: não vou conseguir, é isso que quase sempre acontece quando vemos o trânsito antes de entrar no carro.

Mas, se você chega perto da montanha e começa a subir só vai saber as dificuldades que vai enfrentar ou as possibilidades que tem de subir durante o trajeto, seguindo o caminho, a trilha. Tem uma pedra você contorna ou tira do caminho; se tem que desviar de alguma coisa você desvia e assim vai até que olhe para baixo e veja o quanto já caminhou. Assim é com o trânsito, com o ato de dirigir: domina uma dificuldade e segue em frente; domina outra e já são duas dificuldades superadas e assim vai até que esteja dirigindo com confiança, com segurança e com tranquilidade e domínio do carro. Ou seja, até que subiu a sua montanha.

Antes de pensar em desistir pergunte a si mesmo: o que estou fazendo por mim? Estou treinando o suficiente? Estou dedicando o tempo e a atenção necessária para superar essas dificuldades? Estou me concentrando no que estou fazendo? Estou avaliando e analisando a resposta que o carro que me dá quando executo um comando? Como estou consertando isso? Ou eu fico o tempo todo parado, só repetindo que não vou conseguir? Aí não consegue mesmo, gente! se não der o primeiro passo não sai do lugar! Se não acreditar em você mesmo, por mais que eu continue acreditando não vai funcionar se você se abandona.

As respostas para essas perguntas nos dizem muito como estamos enfrentando as dificuldades para dirigir. O treino certo, seguro, em rua calma, tranquila, sem a pressão normal do trânsito fortalece a nossa autoestima, a nossa imagem positiva de nós mesmos como motoristas. Assim como não adianta querer subir a montanha toda de uma vez ou acreditar que não vai conseguir, também não adianta querer ganhar o trânsito de uma vez só sem treino. Não se pode queimar etapas: é um degrau de cada vez. Reflitam sobre isso e veja se vocês não estão se cobrando demais e treinando de menos.

Calma que tudo vai dar certo se vocês estiverem dispostos a treinar cada dia um pouquinho.Nãoa dianta achar que vai decorar e dirigir bem de uma hora prá outra porque isso não existe! Assim como não tem escada rolante que nos leve ao topo da montanha também não vai ter facilidades para aprender a dirigir, pois isso é algo novo na sua vida e algo muito sério, exige muita responsabilidade e muito treino. 

Condutores, as dificuldades já estão aí, a gente sabe que elas existem e ficar se derrotando antes do tempo sem ao menos tentar superá-las não adianta. 

Você vai subir a montanha assim, mas talvez chegue lá em cima todo ralado, com alguns arranhões, com algumas dores ou bolhas nos pés, mas vocês vão conseguir. Talvez cheguem até menos cansados ou machucados do que pensam, mas se o seu objetivo é subor essa montanha da foto ou qualquer outra montanha na vida você tem que estar disposto a subir essa montanha, a enfrentar os desafios de frente. 

E assim é com o ato de dirigir: se você quer mesmo dirigir, se você precisa dirigir essa é a sua montanha. Olhe bem prá ela, analise os caminhos, as trilhas, as rotas, as alternativas, esteja disposto a treinar, a focar nos comandos do carro, esteja disposto a ouvir o seu carro e esteja disposto a mandar nele, a fazer as coisas darem certo. E isso só acontece com os treinos, condutores. Então nada de desistir antes do tempo, nada de desanimar, nada de se sentir fraco. Foque nas suas metas, persiga os seus objetivos, seja mais leão do que você já foi em toda a sua vida, mas aceite o desafio, vá lá, mostre quem você é e chegue ao mais alto que puder dessa montanha. 

Porque eu não quero ver ninguém aqui andando de cabeça baixa feito derrotado quando tem capacidade, condições, força e coragem para ir mais longe, cada vez mais longe. 

Em tudo na vida é assim: ou você fica pelo caminho, caído, jogado no chão sentindo pena de si mesmo enquanto a vida e todo mundo passa por cima de você ou você junta o último caquinho que sobrou, se levanta, se ergue e parte prá cima com toda a sua força, a sua fé, a sua garra e vontade de vencer. 

Aprendi com a Andréa, lá do Grupo Aprendendo a Dirigir no Facebook o seguinte:
"Quando entrar no seu carro para os treinos pense: qual o meu medo ou suas dificuldades numa escala de zero a 10?"

Se o seu medo for 10 e se você treinar com afinco, levando a sério, no outro dia seu medo será 8, depois 5, depois 3 até que ele e as dificuldades sumam. Mas se você não treinar, não superar, não se esforçar, se você não se empenhar a cada dia o seu medo e as suas dificuldades aumentam. Numa dia é 3, depois 6, depois 11. 

Assistam esse vídeo do filme Desafiando Gigantes e tenho certeza que vão se identificar ao pensar que não dá, que não conseguem, que está doendo, que vai desistir. Mas ao final, vejam até onde vocês podem chegar, condutores! 

Eu fui uma pessoa que tinha tanto medo de dirigir quanto vocês e até mais medo do que muitos de vocês. Mas tem uma diferença: Eu não desisti, eu acreditei em mim, eu lutei por mim apesar de todos os descréditos dos outros. 

Hoje, condutores, eu faço de tudo para que vocês sigam o mesmo caminho da superação e sejam bons motoristas, responsáveis, éticos, defensivos, que adotem a direção defensiva como código de conduta para todas as suas práticas no trânsito desde a fase de treinamentos. E se pudessem tirar uma foto disso, seria essa como essa aí embaixo: uma mão ajudando cada um de vocês a subir essa montanha que num primeiro momento parece instransponível, impossível de subir!

E para terminar de colocar o coração em tudo que eu faço e digo prá vocês, segue o vídeo:



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Dirigir nervoso, estressado, brigar, xingar e discutir dentro do carro aumenta o risco de acidentes!

Pois é, condutores


o ideal seria que todo mundo que fosse dirigir entrasse no carro calminho, feliz, tranquilo, sorridente, sem pressa e que fosse educado e gentil o tempo todo, mas infelizmente não é sempre assim. 

O que tem de motorista estressado, nervoso, apressado, que discute com a esposa e os filhos enquanto dirige não é mole!

Dia desses enquanto estava parada numa sinaleira dava prá ouvir os gritos, os palavrões e as acusações de um casal dentro de um carro na pista do lado a dois carros atrás do meu. E o pior, com criança chorando no banco de trás. Confesso que temi pela vida de todos dentro daquele carro, pois um motorista nervoso pode ficar cego de raiva e além de maltratar as pessoas que mais ama, ficar cego para o trânsito e provocar um acidente. 

E quando é um carona que está "ajudando" uma pessoa recém-habilitada a dirigir? O risco de acidentes aumenta mais ainda, pois quem é recem-habilitado não tem prática, não tem perícia, habilidades desenvolvidas ao volante para evitar imprevistos. 

Geralmente quem está aprendendo a dirigir e é recem-habilitado é muito cobrado por motoristas mais experientes, não é acolhido emocionalmente por eles e também não se acolhe emocionalmente diante de tantas críticas, muitas vezes, cruéis, ácidas, xingamentos e ofensas. Agredir verbalmente, psicologicamente, emocionalmente e até fisicamente uma pessoa que está aprendendo a dirigir é uma das piores violências que se pode cometer, mesmo porque a pessoa não vai dirigir melhor desse jeito, só vai se sentir diminuída, com a autoestima no chão, muito triste, nervosa e pode sim, causar acidentes. 

E aquela situação de marido nervoso ao volante, mulher falando pelos cotovelos e filhos chorando, gritando no banco de trás? Nossa, deixa nervoso só de pensar! São experiências ruins, negativas, que desestabilizam qualquer um e que potencializam o risco até de morte no trânsito. 

 Foi o que acabou sendo provocado no trânsito de São Paulo quando um casal começou a discutir dentro do carro e atropelou um casal numa moto e, desgraçada e inocentemente, o motociclista morreu.

O TRÂNSITO COMO GATILHO E VÁLVULA DE ESCAPE
 
É claro que uma pessoa que briga, que discute, que se altera dentro do carro não age dessa forma só por causa do trânsito, na verdade o trânsito é um gatilho para sentimentos ruins acumulados e acaba funcionando como uma válvula de escape, um despressurizador, que nem uma panela de pressão que quando ameaça explodir solta fumaça e o conteúdo pela válvula de segurança. Mas por mais que nossa cabeça esteja a ponto de explodir, expressar a agressividade no trânsito não é nada seguro.

Um motorista estressado, nervoso, vai estourar por coisas bobas no trânsito. Por exemplo, o sinal abriu e o pedestre ainda não acabou de fazer a travessia, daí o motorista ignora que tem a obrigação de esperar e sai buzinando, xingando e até jogando o carro em cima do pedestre. Ou se tem um motorista mais lento na frente do motorista estressado aí começa a sessão xingamento, sinais obscenos, aceleradas bruscas, colar na traseira e se provoca uma batida pronto: vai sair do carro e se envolver numa briga de trânsito. 

Gente, temos que parar com isso! Na verdade, o ritmo da vida moderna está descontrolado, as pessoas estão mais estressadas, nervosas e nunca sabemos quem vamos encontrar no trânsito. Tanto pode ser uma pessoa educada quanto um motorista à beira de um ataque de fúria. Por isso que eu digo sempre: brigar, discutir, xingar e outras demonstrações de agressividade e violência no trânsito só pioram as coisas, ainda mais quando se discute com a família e amigos dentro do carro. 

COMO O CORPO DO MOTORISTA RESPONDE AO NERVOSISMO

1. A pressão arterial aumenta, potencializando o risco de enfarto em motoristas cardíacos e crises em hipertensos e diabéticos;

2. O motorista perde o foco, a atenção motora, difusa, concentrada e sustentada. Fica "cego" da raiva e aumenta o risco de acidentes;

3. O tempo de reação diminui, pois o motorista não percebe os riscos à sua frente no trânsito deixando de frear ou freando muito em cima do carro que está à sua frente;

4. Algumas pessoas sentem dor de cabeça, náuseas, respostas digestivas e dores imediatas, comprometendo ainda mais o ato de dirigir com segurança;

5. Motoristas nervosos, estressados, que discutem enquanto dirigem tem mais risco de furar o sinal vermelho, expondo a si próprios e à sua família em risco;

6. Pressão arterial, sanguínea e cardíaca aumentam, aumentando a sensação de raiva e pode levar a um ataque de fúria dentro do carro;

7. Discutindo com o carona da frente o motorista vai ter a reação imediata de olhar para ele, desviando a atenção do que acontece à sua frente;

8. Se tiver crianças chorando no banco de trás é possível que o motorista fique nervoso, se vire para trás para dar uns safanões nos filhos e perca o controle do carro;

9. Motorista nervoso tende a acelerar mais para descontar no carro a sua raiva, vai trocar as marchas com violência e pode passar a marcha errada, comprometendo o controle do carro.

SE VOCÊ FOR MOTORISTA

1. Evite discussões enquanto dirige;

2. Procure conversar só sobre coisas boas, alegres, engraçadas ou que te tragam lembranças felizes, momentos de calmaria;

3. Brigar é como jogar tênis: precisa de, pelo menos, duas pessoas. Se o seu carona insistir em assuntos desagradáveis evite a conversa e nos últimos casos, pare o carro, se acalme, só saia dali quando a conversa mudar de rumo;

4. Se estiver sozinho no carro evite os pensamentos ruins que vão alterar seu estado de espírito e te distrair: ligue o rádio num sonzinho calmo e relaxante; não corra para chegar mais rápido, em vez disso saia mais cedo de casa e se estiver atrasado, pode ter certeza que não é o único no trânsito;

5. Se seus filhos estão inquietos no banco de trás, pare o carro, converse com eles e explique que se continuarem agitados, brigando, disputando brinquedos ou te irritando todos podem se machucar num acidente.

SE VOCÊ FOR O CARONA

1. Não irrite o motorista;

2. Evite discutir a relação ou falar de assuntos delicados enquanto estiver no trânsito;

3. Espere chegar em casa para falar sobre assuntos que possam deixar o motorista nervoso;

4. Não provoque o motorista, não dê indiretas, não faça ironias, não deboche de uma situação e não lave roupa suja no trânsito. Você pode estar colocando a sua vida e a de todos no carro em risco;

5. Não seja daqueles caronas ou passageiros que enquanto o motorista move o corpo para dirigir você move a boca para agredir. Nada de brigas e discussões no trânsito! O preço é alto demais, é caro demais. Não coloque a sua vida e a das outras pessoas em risco por conta do nervosismo, do estresse e de um ataque de fúria. 

Isso também é direção defensiva!

Esse também é o compromisso do Blog Aprendendo a Dirigir para incentivar que façamos um trânsito mais humano, menos violento e mais defensivo!

Adaptando os 3 pontos de referência universais da baliza para a baliza de pauzinhos da autoescola

Condutores, 
quem conhece o meu trabalho sabe que sou contra o adestramento dos alunos na autoescola e visceralmente contrária à essa coisa de ensinar o aluno com receitinhas de baliza, marcações nos vidros, risquinhas, botolotinhas, etc. e tal. 

E sabem porquê sou contra? Porque o cara tem que aprender a fazer baliza para o dia a dia. O examinador não examina o aluno para saber como ele vai dirigir no dia a dia? Então, tem que ser assim com a baliza também!

Porque no dia a dia a gente não fica contando voltinha: ou o cara sabe o ponto universal que lhe dá a referência para todo tipo de baliza ou ele não aprendeu baliza direito na autoescola e muito menos oara as situações cotidianas.

Então, vamos às dicas com sequência de fotos para vcs entenderem melhor, ok? 

OS PONTOS DE REFERÊNCIA UNIVERSAIS DA BALIZA

Condutores, são 3 os pontos universais de qualquer baliza:

1. alinhar traseira com traseira;

2. seu retrovisor de fora passando por trás da traseira do carro a ser balizado

3.  Procurar no retrovisor do lado da vaga o ângulo que a quina da traseira do seu carro faz com o meio fio. 

Vamos ver isso com fotos!

Vejam nessa foto abaixo que os pauzinhos amarelos simbolizam a frente e a traseira dos carros a serem balizados!




O número 1 em vermelho simboliza a frente do carro que estará estacionado atrás do seu carro depois de balizado e o número 2 em verde simboliza a traseira do carro da frente que vc vai balizar. Imaginem 2 carros aí deixando uma vaga no meio para você, ok?


O pauzinho da frente, esse amarelinho aí da foto, simboliza a traseira do carro que vc balizar, ou seja, a traseira do carro à sua frente. Tem instrutor que fica tão preocupado em adestrar o aluno que esquece de dizer para o aluno imaginar em vez desse pauzinho a traseira de um carro!


 Prestem bastante atenção aqui: Tudo o que vc tem de fazer é girar todo o volante para o lado de fora da vaga: olhe a foto e imagine virando o volante para a esquerda (fora da vaga)!  Com isso a traseira entra para a direita, na direção do meio fio. vc vai estacionar à direita, certo? Então gire todo o volante para a esquerda até que o retrovisor do carro carro passe por detrás do pauzinho à direita. Acompanhem na foto, gente!

Vejam agora nessa foto aí de cima que a posição das rodas do carro mudou. Porquê? Porque na hora em que o retrovisor do seu carro do lado direito passar por detrás do pauzinho amarelo do lado direito significa que a frente do carro já está pronta para entrar na vaga sem bater no pauzinho. 

Então, vire todo o volante para o lado contrário do que virou antes, ou seja, vire todo o volante para o lado direito, para dentro da vaga. Com isso vc vai trazer a cara do carro para alinhar com o meio fio. 



 Nessa hora você vai olhar no seu retrovisor direito, o do lado da vaga e procurar a imagem da foto de baixo. Nela substituimos o pauzinho por um carro de verdade (vermelho).




Procure no seu retrovisor o exato ponto em que a quina da traseira do seu carro encosta com o meio fio como na foto acima. ATENÇÃO! Não é a roda que encosta, gente! É a quina da traseira do seu carro, ok? Ainda falta muito para a roda encostar! 

Quando achar esse ponto continue a puxar a cara do carro na mesma posição em que estava o volante. 




Vejam na foto de cima que na hora em que vc achou o ângulo o carro vai estar mais ou menos assim (como na foto) e então é só puxar a cara do carro até que a quina do capô suma do ângulo que faz com o meio fio e o carro esteja alinhado. 



O resultado vai ser esse da foto abaixo:



O carro vai estar alinhado com o meio fio e em vez da quina do capô fazendo ângulo com o meio fio vc vai ver um corredor, uma paralela perfeita que se forma entre o meio fio e o seu carro. Pronto, tá feita a baliza!

Tudo é treino, condutores.

Só treino!


Tem que pegar o carro e ir lá fazer para que a aprendizagem se torne significativa.

Pegou esses 3 pontos de referência universais (1. traseira com traseira; 2. seu retrovisor do lado da vaga passando por trás da traseira do carro da frente; 3. achar o ângulo da quina da traseira com o meio fio) faz qualquer tipo de baliza em que caiba um carro. 

Bons treinos, condutores!




sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Campanha do blog pela travessia na faixa de segurança!



Em muitos países a faixa de pedestre é chamada de ZEBRA.

Tem que dar ZEBRA, sim! Todos os dias nas ruas de nossas cidades! 

Vamos atravessar na faixa de pedestres e fazer a nossa parte para evitar atropelamentos e mortes no trânsito!

Motorista consciente também tem que ser um pedestre consciente.