A hora de se livrar da dependência do carona e dirigir sozinho

Essa postagem é uma sugestão da Fabiana, leitora do blog, e confesso que é um tema que me identifiquei muito. 

Em minhas palestras sobre como enfrentar e superar o medo de dirigir tem um ponto em que faço questão de tocar: a individualidade, a liberdade e a independência de cada um. Isso porque em algum momento de nossas vidas vamos nos ver sozinhos apesar da família, dos amigos, das pessoas que nos rodeiam. 

Um amigo já me dizia: "nascemos sozinhos e morremos sozinhos". O teu filho não vai morrer com você, o teu marido, noivo, namorado, tua mãe, o teu melhor amigo não vai morrer com você.


Na vida como no trânsito a gente vive compartilhando espaços na nossa vida e na dos outros, mas já repararam como passamos a maior parte do tempo sozinhos? Podemos dividir tudo, mas o nosso pensamento, por mais que tentemos compartilhar, são só nossos. E são nossos pensamentos que orientam as nossas ações. 

A todo momento tomamos nossas decisões sozinhos. Até podemos pedir opiniões, mas as decisões quem toma somos nós. Portanto, se algo der errado, sabemos que foi por conta de uma decisão nossa. E assim é no trânsito. 

Há motoristas iniciantes que só saem com o carro se tiver alguém do lado. Às vezes a dependência da figura do carona é tão grande devido a nossa insegurança, que nos sentimos mais tranquilos mesmo quando o carona não sabe dirigir, não é sequer habilitado; a falta de apoio, o pedido de socorro é tão grande e necessário que inclusive suportamos os caronas mal humorados, sem paciência, exigentes, que nos xingam e tratam mal só para não sairmos dirigindo sozinhos. 

Um grande erro, perigo e risco é quando o motorista iniciante, com medo de olhar no retrovisor, pede para que o carona olhe e diga se "dá prá ir" ou "se dá prá mudar de faixa". Isso porque no volante do carro o motorista é dono e senhor de seus atos; ele é quem olha, quem percebe, quem avalia, quem toma as decisões de acordo com os seus sentidos, com a velocidade em que capta a realidade, de acordo com o seu tempo de reação. 

Se o carona sabe dirigir e é experiente piora, pois ele vai te cobrar uma prática que você não tem, vai exigir uma destreza, uma habilidade que você não tem. Um "vai que agora dá" de um mtorista experiente pode ser que dê para ele, mas não para o motorista iniciante, que ainda não tem prática.

Mas porquê será que o motorista iniciante, mesmo morrendo de raiva, nervoso, inseguro, triste por ser ofendido, xingado, desrespeitado nas suas possibilidades de dirigir, ainda quer, se sujeita a sair dirigindo com um carona desses do lado? 

A resposta é: porque se sente inseguro, porque tem medo de bater, de acontecer alguma coisa enquanto dirige e porque essas pessoas (caronas) que xingam, que gritam, que perdem a paciência, que dizem que você não nasceu para dirigir, que é uma "burra", um "burro" são aquelas em que mais confiamos. São maridos, namorados, noivos, irmãos, primos, aqueles que o motorista iniciante admira como motorista, são os melhores exemplos de motoristas com quem eles imaginam e gostariam de aprender. 

Quantas vezes a pessoa se pega pensando: "vou convidar meu marido prá me ensinar a dirigir, porque ele dirige há anos", ou porque ele dirige bem, ou porque é o melhor motorista que conheço? Daí, essa pessoa em quem confiamos tanto e esperamos o mínimo de paciência nos xinga, manda voltar para a autoescola, pergunta porque nos deram a carteira de motorista, e por aí vai. Ficamos tristes, magoados, choramos, ficamos nervosos, dá um "branco" e aí é que o acidente acontece. Depois, não adianta pedir desculpas porque já machucou, já magoou, já deixou prá baixo, já jogou nossa auto-estima na lona. 

Uma coisa é fato: você ter um, dois, quatro caronas dentro do carro, mas ele não pode ser os seus pés (quem pisa na embreagem, acelera ou freia é o motorista), ele não pode ser suas mãos (quem comanda o volante e o câmbio de marchas é o motorista), ele não pode ser os seus olhos (quem registra a imagem, a processa e toma decisões, reage no trânsito, comanda o automóvel é o motorista). 

Muitas vezes ficamos mal acostumados, nos acomodamos na zona de conforto de ter alguém para dirigir pela gente e aí vem aquele "meu marido me leva" mesmo com a cara amarrada, mas leva. 

A gente se acostuma a ter pessoas que pensam e decidam pela gente e vem aquele "amor, o que é que eu faço" como se outra pessoa subesse o que é melhor prá gente além de nós mesmos. Criamos uma dependência, condutores. 

Lembro que depois que me separei e saí de um relacionamento de 8 anos parecia que o mundo ia acabar: não sabia mais nem atravessar a rua sozinha. E isso também acontece com quem está (re)aprendendo a dirigir e estava acostumado, ate então, a ter alguém dirigindo por ele, decidindo os trajetos por ele, escolhendo as ruas onde entrar. E agora que estou sozinho na vida e no volante? 

Recebo muitos e-mails e postagens nas redes sociais de pessoas que contam suas histórias: são pessoas que ficaram viúvas e perderam o marido ou a esposa motorista para sempre; são motoristas jovens com medo de dirigir que tem parentes, pais, filhos doentes ou deficientes e que precisam levar ao médico, às consultas, mas travam por causa do medo de dirigir. São pessoas que se separaram e perderam o motorista, a facilidade de alguém dirigindo por eles. A vida nos prega essas peças e nós ficamos lá, com o carro na garagem olhando prá gente doidinho prá fazer amizade conosco e sair no trânsito, mas travamos.

O MOTORISTA INICIANTE E OS MONSTROS IMAGINÁRIOS

O mal de todo motorista iniciante (e falo por mim também porque já passei por isso) é que só de pensar em sair com o carro já começa a tremer, suar, sente a garganta seca, as pernas tremem; alguns tem ânsia de vômito, tonturas e até desmaiam. Tudo isso por causa dos fantasmas, dos monstros imaginários que só existem na nossa cabeça. Querem exemplos? 

1. a pessoa só de pensar em sair com o carro já imagina o trânsito de doido, carro por todo lado, na frente, atrás, do lado.... ai meu Deus! Pronto: já é suficiente para o corpo responder e somatizar, incorporar aquelas sensações, responder com suores e calafrios. Gente, foi só a mente produzindo imagens, mas as sensações são reais, e daí já é motivo de deixar o carro na garagem pelo resto da vida;

2. a pessoa se imagina atrapalhando o trânsito quando na verdade cada motorista que está no trânsito está bem mais preocupado com seus assuntos, seus compromisso, suas próprias vidas. Tanto é que nenhum motorista dirige pensando se o outro é habilitado há 50 anos ou se saiu da autoescola ontem;
 
3. a pessoa pensa em pegar o carro e lá vem a imagem dela mesma atropelando alguém, batendo no carro dos outros, etc... quando na verdade, ao alimentar esses pensamentos, deixa de focar no principal: se eu der distância de 2 carros do carro da frente eu não bato em ninguém; se eu dirigir prestando atenção eu vou me antecipar aos perigos da via; se eu dominar bem os comandos de meia embreagem, se eu souber frear suave e gradualmente o carro não vai soquear; e por aí vai, mas muitos preferem ir para o trânsito de sopetão antesde treinar os fundamentos básicos de direção num lugar calmo, tranquilo, com o carro quase parando, em velocidade baixíssima, sem riscos à segurança. Assim não dá gente, isso é queimar etapas.E o que acontece? nem entra no carro e já está doente do medo;
 
4. muita gente acha que o carona experiente vai ensinar melhor, vai acalmar, vai fazer mágica, e não faz. E aquele carona que critica os treinos em ruas calmas e tranquilas, andando com o carro para frente e para trás? Pior que ele é o carona que diz, afirma e incentiva a ir aprender no trânsito logo de cara, como eles aprenderam um dia. Ledo engano, condutores: eles aprenderam em outra época, com menos trânsito, com ruas com menos carros, com carros que não tem a tecnologia de motores de hoje e numa época em que segurança no trânsito não era tão fundamental quanto hoje em dia;
 
5. Há o motorista que admiramos e que esperamos que nos ensine mesmo com os vícios horríveis de andar com o carro pisando no pedal de embreagem, colocando a mão em cima do câmbio; cruzando as mãos e braços no volante; dirigindo com o braço para fora ou assando em lombada na diagonal.

OS OUTROS MEDOS E INSEGURANÇAS QUE TRAZEMOS PARA DENTRO DO CARRO

O medo de dirigir vem de outros medos que temos na vida. O medo de dirigir vem da falta de domínio do carro. O medo de dirigir vem, também, da dependência que temos dos outros. Imagine um pai que faz os deveres, tarefas, a lição de casa pelo filho. O que esse filho vai aprender? Nada. 

Imagine um marido que dirige pela esposa, que decide tudo por ela. Na hora em que ela precisar de independência para tomar uma decisão, como vai agir? Ou não vai agir, né?

Imagine uma pessoa que passou boa parte da vida sendo superprotegida, desencorajada, diminuída, subestimada, ouvindo: "voce nunca vai conseguir"; "você não nasceu prá isso"; "você é muito frágil" ou "você é muito burra", dentre outras coisas. Como vai dirigir, se dirigir exige independência, tomada de decisões certas na hora certa, exige atenção, firmeza, exige um autocontrole que essa pessoa não aprendeu a ter?

Daí, por dificuldade de enfrentar os próprios medos da vida, essa pessoa passa a pensar que o medo dela é patológico. Procura psicólogo, paga aulas para habilitados, faz terapia, procura tudo que é saída e nada. Porquê? Por quê o psicólogo vai aplicar técnicas de mudanças de comportamento que não vão adiantar se a pessoa se fechar nesse medo. O instrutor para habilitados vai se matar tentando ensinar de tudo que é jeito, mas o motorista nada. Desanima, perde a confiança em si mesmo, fica com a auto-estima na lona e decide engavetar a CNH de vez.

Você quer aprender a dirigir? Quer superar o medo de dirigir? Então tenha um motivo para isso. Saiba para quê você quer dirigir, porque você quer dirigir. É por você ou porque os outros querem ou cobram?

Torne significativo o ato de dirigir. Associe o ato de dirigir a coisas boas, a emoções boas, positivas e busque isso para a sua vida.

Esteja disposto a enfrentar seus medos, a não depender dos outros para as coisas mais simples da vida; reconheça-se como um ser individual (não individualista), capaz, único, que tem o seu tempo certo para tudo. Não se compare aos outros porque ninguém é igual. 

Nem todas as partes do corpo que temos duplicados (mãos, olhos, pulmão, rins) são iguais. Não se compare a um motorista que já tem anos de CNH, que já tem prática. Não queira ounão caia na ilusão de ainda na PPD querer dirigir como um motorista experiente se não estiver disposto a treinar, a praticar.

Pare de se colocar nas mãos dos outros; levanta essa cabeça, olha de frente prá vida, para os seus medos mais profundos e decida vencê-los com paciência, com determinação, com fé em Deus, em si mesmo e na sua capacidade de aprender. 

Antes de ir para o trânsito domine a meia embreagem para o carro não morrer; acolha-se emocionalmente; veja-se como aprendiz capaz de aprender sempre, de melhorar sempre; liste suas dificuldades para dirigir por ordem de prioridade; tenha calma, faça tudo com paciência, com determinação. Busque mais de uma solução para o mesmo problema, não se entregue, não se coloque nas mãos dos outros porque você é muito mais do que isso. 

No carro, o motorista está o tempo todo sozinho; vai dirigir sozinho; vai terde aprendera confiar em si mesmo porque é o seu melhor amigo, orientador e protetor nessa hora. O motorista manda, o motorista trava se alguém está sem cinto; o motorista passa segurança para si mesmo; o motorista acredita em si mesmo; o motorista toma suas próprias decisões e não permite que palpiteiros se intrometam na sua tarefa de dirigir com responsabilidade, com segurança. 

O motorista, quando pratica, quando treina em ruas calmas, quando repete mihões de vezes o mesmo exercício é um guerreiro que está afiando a sua espada e adestrando suas habilidades. Pensem nisso, condutores! 

Treinem, pratiquem. Nã ajam nem pensem que o carro tem vida própria. Ele só faz o que você manda, o que você quer. Torne o ato de dirigir significativo, seguro, enfrentem seus próprios medos e logo descobrirão o prazer, a paixão e a arte de dirigir que está dentro de vocês!

29 comentários

Anônimo em 10 de janeiro de 2013 11:43

Olá Márcia, tudo bem? Parabéns pelo novo blog, amo todas as suas postagens, esta por exemplo é a minha cara, sou o medo de dirigir em pessoa, já perdi 4 vezes no exame do detran por conta da minha insegurança e do meu medo, mas tou lutando e seguindo as tuas dicas maravilhosa pra ver se consigo vencer. Beijos obrigada por ter criado este blog e que o Bom Deus nos abençoe sempre... Sou Cleide Rpdrigues de Sr. do Bonfim na Bahia

Márcia Pontes em 10 de janeiro de 2013 22:42

Oi Cleide, vamos trabalhar as tuas dificuldades aos poucos, uma a uma, pode ser? Vou postar as dicas com exercícios mentais e emocionais, tá bom? Pode ir sugerindo postagens que quiser também. Fique à vontade. Bjs

Anônimo em 11 de janeiro de 2013 21:29

Olá Márcia, nossa que lindo texto..amei, quando estava lendo senti isso é pra mim, sou habilitada e tenho medo de dirigir, e para piorar existem as cobranças e os comentários da família como: vc é habilitada tem q pegar o carro e sair, esse medo é da sua cabeça esquece isso..e assim por diante. Parabéns pelo blog e pela sua vontade de passar seus conhecimentos e experiencias para ajudar pessoas como eu. Maria Sorocaba/SP

Márcia Pontes em 11 de janeiro de 2013 22:26

Bem-vinda sempre, Maria. Desde que superei o medo de dirigir venho tentando ajudar as pessoas que passam pelas mesmas dificuldades que passei um dia a superarem também. Estou aí para ajudar. Bjs

Michelle Arte em Biscuit em 14 de janeiro de 2013 01:30

Parabéns pelo blog Márcia, sensacional! Uma iniciativa louvável e muito útil. Obrigada por compartilhar sua experiência conosco.
Sou habilitada há 2 anos e meio e nunca dirigi. Cansada dessa situação, na semana passada, comprei um pacote de 5 aulas para habilitados e acredito que me saí bem (segundo o instrutor, estou preparada).
Peguei o carro ontem e hoje, e fiz trajetos curtos e simples, e me senti muito bem. Mas não tenho uma pessoa habilitada para me acompanhar, meu marido não dirige, e me acompanha somente para me incentivar. Vc acha que isso pode ser um problema? Eu deveria sair com alguém com experiência nesse começo? Ou o fato de já começar sozinha pode ser bom para minha independência?
Um abraço e obrigada mais uma vez por dividir seu conhecimento e experiência.
Michelle

Márcia Pontes em 14 de janeiro de 2013 22:09

Oi Michelle, tudo bem? olha, vale a pena ter alguém do lado para ensinar e acompanhar nos treinos se a pessoa é calma, não fica nervosa, não xinga, não ofende, não dirige com vícios e te respeita como aprendiz de direção. Tem muito motorista que se oferece para ajudar e fica cobrando uma agilidade e uma prática que vc ainda não tem. Aí não dá. Se for assim opte por treinar os fundamentos básicos sozinha e com o carro quase parado que dá mais resultado. Bjs

Anônimo em 16 de janeiro de 2013 19:37

Olá Márcia, tudo bem,pela vez estou lendo o seu blog pois fiz uma procura no google sobre medo de dirigir e fiquei feliz em ler suas postagens e ver que não sou a única com medo de dirigir, faz 7 meses que tirei minha cnh meu instrutor sempre falava que eu dirigia bem ,consegui tirar a cnh na segunda tentativa pois fiquei muito nervosa na primeira , hoje saio as vezes sozinha ou com meu marido, ele me dá muita força esta sempre me ensinando alguma tecnica e ele dirige muito bem, mesmo com todo apoio dele e de minha filha ainda tenho medo , ele sempre me diz que eu estou pronta e que faço tudo certo ,mesmo assim continuo com medo do transito, fico tensa peço muito a Deus para me libertar desse medo pois sempre tive medo do transito por isso entrei na autoescola para ver se eu livrava desse medo ,mas confesso que é muito difícil,eu viajo sempre não deixo o medo me controlar.Espero um dia poder me libertar desse fantasma que me atormenta. Obrigada Ana

Márcia Pontes em 16 de janeiro de 2013 22:25

Oi Ana, olha, quando chega-se num estágio como o seu em que o medo não é tão aterrorizante treinar os fundamentos básicos com calma e tranquilidade e repeti-los exaustivamente ajuda. Grande parte do medo de dirigir vem da falta de prática e da falta de domínio do carro. Quanto mais vc dominá-lo em baixa velocidade melhor e mais prática e tranquilidade vai adquirindo. Sempre em frente. Bjs

Anônimo em 17 de janeiro de 2013 01:29

Márcia,obrigada pelo blog, nele enconrei mesmo sem te conhecer, alguém que parece que escreve minha história de quase motorista medrosa,apesar de habilitada há quase dois anos, e nunca consegui dirigir, sei q você sabe como me sinto... Estou sempre por aqui buscando algo que preciso muiiiito. espero um dia vencer. que Deus te abençoe a cada dia. Bjs

Márcia Pontes em 17 de janeiro de 2013 22:03

Olá, vamos aos treinos em locais calmos e tranquilos, sem pressa para aprender, afinal, aprendendo no seu ritmo as aprendizagens são mais significativas e para a vida toda. Supera-se uma dificuldade, depois outras e mais outras e quando a gente percebe já se superarm todas. Sempre em frente! Bjs

Anônimo em 19 de janeiro de 2013 22:11

Marcia boa noite , hoje meu marido me ensinou a fazer a meia embreagem ele disse que tenho que treinar mais, ele também me levou a br ´para aprender a fazer curvas certas e tempo de frenagem, estou engatinhando dia apos dia ,fico muito tensa ,mas devagar eu vou conseguir. Obrigada

Flávia Custódio em 26 de fevereiro de 2013 17:42

Olá Marcia.Foi Desu que te direcionou, pois eu estou vivendo exatamente tudo isto q vc postou.Sou habilitada a 4 anos,fiz muitas aulas para habilitados que até já perdi a conta,mas toda a vez que chegava em casa e pedia meu marido para treinar comigo era isso tudo que eu ouvia,quantas vezes chorei e até pensei em desisti,mas engravidei minha filha está com 3 meses , e tomei uma decisão que ela sim precisa de mim.e vou desta vez dirigir.Vou segui todos os seu passos e vou chegar lá.Muito obrigada...

Dani em 13 de março de 2013 15:26

Texto incrível, blog incrível!

Anônimo em 23 de março de 2013 10:55

Olá márcia pontes! seu blog é tudo de bom.com estou no processo fazendo aulas de direçao e estou começando as balizas adorei suas dicas e tenho certeza que ficarei boa seguindo suas dicas.obrigado por se preocupar conosco que estamos aprendendo. um abraço.cacilda

Anônimo em 5 de maio de 2013 11:19

Deus abençoe vc...Pq falou o q senti mts pessoas q estão começando ou aprendendo a dirigir!Vc falou coisas q já passei por mts vezes e sei o qt é difícil, mas com garra, determinação e força de vontade, superamos sim... Obrigada!E tenha certeza q vc irá ajudar mts pessoas!Deus te abençoe ricamente...

Anônimo em 7 de maio de 2013 12:46

Adorei a sua abordage, é assim mesmo que me sinto e crio um cenário onde eu serei o centro das atenções no transito desde atrapalhar o transito até cometer acidentes graves, diante disso nem pego no carro e já desisto. Vou tentar treinar um pouco com segurança para conseguir tomar a frente da minha vida e melhorar a minha rotina sem depender tanto do meu marido. Tenho filho pequeno que tem que faltar a aula quando pai viaja porque eu sou habilitada mas nao venci os meus medos. Muito obrigada pela ajuda.Roberta

Anônimo em 24 de maio de 2013 10:17

Bom dia Marcia, li seu blog desculpe mas não tenho intimidade com estas maquinas, mas tenho alguma com outras maquinas ummpouco mais pesadas, desde pequeno que admirava os motoristas da CMTC em SP guiando aqueles ônibus enormes com tanta pericia, hoje aos34 anos de profissão categoria D sei o que esles passavam, bem voce falou ou escreveu muito bem sobre nossos vicios ao volante mas creio que boa parte deles poderia ser evitado com um melhor preparo de instrutores e ou dirigentes de auto escolas, que infelizmente banalizaram o ato de conduzir um veiculo ate pela postura descompromissada que observo pelas ruas de garotos e garotas que deveriam dar exemplo de postura ja que se colocaram em um mercado de trabalho como instrutores, lembro um ato vale por mil palavras, um grande abraço.

Marlene em 28 de junho de 2013 15:39

Márcia, esse texto foi escrito pra mim. Há três anos tirei a carteira de habilitação e só agora comprei carro, então já viu né? medo na certa, insegurança, receio de sair e subir ladeira, fazer baliza... aqueles monstros que vc mencionou conheço todos e mais uma lista de outros tantos.
Antes de sair eu já penso só no posso vir a encontrar, aí desisto, prefiro sair à pé, pra minha tristeza. Mas vou pensar muito nisso da próxima vez. Vou treinar bastante igual vc sugere e vou ficar uma excelente motorista.
Abraços,

Marlene

Anônimo em 5 de novembro de 2013 13:14

E verdade que dirigir na estrada ajuda?

Anônimo em 13 de novembro de 2013 16:12

ola marcia adoro seu blog,mas não consigo me libertar do medo ,as vezes penso como sou boba e outra coisas , esta situação me deixa muito triste porque eu sei que consigo ,meu esposo ja falou isso varias vezes mas
o medo me domina a vergonha de errar e muito grande .sempre arrumo desculpas p/´não dirigir mas sei que são apenas desculpas p/conta do medo.....

Anônimo em 19 de dezembro de 2013 15:16

muito bom ...blog maravilhoso parabéns....o que me da medo são os instrutores .da auto escola ,

Anônimo em 30 de janeiro de 2014 01:48

Olá Marcia adorei o seu blog,voce citou tudo o que está acontecendo comigo,estava pensando em desistir e vender o carro mas vou tentar novamente sei que vou conseguir voce levantou a minha alto estima muito obrigada.


miria em 20 de fevereiro de 2014 17:15

oi, tirei a carteira a um ano desde então nunca mais peguei no carro, a 1 mês comprei o meu carro estou fazendo aulas já se foram 10 mas mesmo assim não consigo andar sozinha tenho medo de enfrentar o transito as sensações são todas que você falou, é horrível cada vez que me sinto derrotada.

Anônimo em 14 de março de 2014 14:10

Nossa que bom encontrar este blog!!! Me chamo Fernanda. Eu até ja renovei a carteira, mas tudo começou quando um certo dia, depois de uns 3 anos ja dirigindo eu relei a lateral de tras da courier do meu marido, entrando no portão de casa. Ele e nem ninguem me xingou, mas convenhamos qualquer um (qnto mais EU), nao conseguia entender cmo aquilo havia acontecido. Sair que parece mais dificil eu tirava de letra. Entao ficou algo na minha cabeça, se eu estava tao certa do que estava fazendo e acabou nessa C*****da, entao eu nao vou mais saber o q fzer. E deste dia em diante, ja fazem trez anos agora final do mes, eu nunca mais peguei o carro, alias, as raras vezes q me fizeram dirigir, eu até vou bem.. Mas o principal problema é até eu sentar atras do volante. Eu sei o quanto preciso voltar a dirigir, eu passo apuros por andar a pé, mas me dá uma coisa só em pensar em pegar o carro, e isso tem que ter um fim. Abraços!!

Ricardo Montenegro em 25 de março de 2014 21:25

Oi passando pra parabenizar a postagem acima, de certa forma temos medo no começo estou hj a 6 aulas praticando carro tenho várias dificuldades mas tou confiante se Deus quiser largo o ônibus não aguento mais kkkkk, obrigado pelas dicas márcia, abraços

Anônimo em 16 de abril de 2014 23:52

Oi, Márcia tudo o que você falou no blog é a minha cara. Eu tenho medo de dirigir mais vejo que é pela prática que eu não tenho. Me sinto desmotivada eu já fiz aulas com instrutor habilitados e tentei treinar com o meu irmão e não deu certo com o meu irmão. Com o instrutor eu consegui dirigir muito bem, mais quando eu penso em sair com o carro sozinha me dá medo. Sinto vontade de fazer xixi, fico ansiosa e penso que vou bater não sei mais o que eu faço. Hoje eu já chorei me sinto triste, chateada e penso que eu nunca vou conseguir aprender...Parabéns pelo blog.

Patricia França em 15 de maio de 2014 22:19

Nossa como me identifiquei com as suas palavras, com suas experiências... também estou passando por isso esses fantasmas vivem me atormentando!!! Mas estou na luta não vou desistir!!! Jamais.

Anônimo em 27 de agosto de 2014 14:04

Nossa! Você não sabe o quanto este post me ajudou. Sempre tive medo e dependência no trânsito. meu marido é instrutor de auto escola e a cobrança em cima de mim, não por ele, mas pelos outros é muito grande. Hoje, já habilitada, mas sem nunca ter saído sozinha, tive que buscar minha filha na escola e sem querer encontrei o artigo e me deu muita coragem. Obrigada! Deus abençoe!

Márcia Pontes em 27 de agosto de 2014 19:20

Fé, força e foco! Proibido desistir!

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